Rucha Pereira, criminalista, especialista em prevenção e um dos grandes consultores mundiais de segurança, em entrevista concedida à jornalista Isabel Guerreiro analisa o aumento generalizado da criminalidade em Portugal, na Europa e no Mundo, deixando ainda oportunos e importantes sinais de alerta às autoridades nacionais.
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
«PORTUGAL É A SEGUNDA PORTA DE ENTRADA DE COCAÍNA NA EUROPA»
Rucha Pereira, criminalista, especialista em prevenção e um dos grandes consultores mundiais de segurança, em entrevista concedida à jornalista Isabel Guerreiro analisa o aumento generalizado da criminalidade em Portugal, na Europa e no Mundo, deixando ainda oportunos e importantes sinais de alerta às autoridades nacionais.
ONDE ESTÃO AS ELITES PORTUGUESAS?
Numa altura em que se acentua o défice de participação cívica e política dos cidadãos e a crise económica aprofunda as desigualdades sociais — tudo isto perante e a incapacidade da classe política em responder eficazmente, «O DIABO» foi saber onde estão, afinal, as elites do País. São as nossas elites — se é que merecem tal nome — qualificadas e capazes de contribuir para um País mais desenvolvido? A este propósito, a jornalista Ana Clara ouviu D. Duarte de Bragança, Maria de Fátima Bonifácio, Adelino Maltez, António Costa Pinto e José Manuel Pureza.
«O GOVERNO JÁ NÃO TEM MÃO NA GOVERNAÇÃO ECONÓMICA DO PAÍS»

A afirmação é de Carlos Encarnação, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, que acrescenta: «Portugal está numa situação de emergência nacional grave». Ana Clara entrevistou o antigo dirigente «laranja» que acusa também o Executivo de Sócrates de ter «isolado as áreas sociais para melhor as atacar». Sobre a escolha do seu partido para candidato à Câmara Municipal de Lisboa, o ex-secretário de Estado do MAI diz que «Pedro Santana Lopes pode e deve ter outra oportunidade»
(edição 1674 de 27 de Janeiro, 2009)
«ESPANHA, ESPANHA, ESPANHA»
Humberto Nuno de Oliveira comenta, nesta edição, a recente cimeira luso-espanhola, que decorreu em Zamora. O conhecido historiador considera que se tratou de mais um «rebaixamento nacional» perante os interesses espanhóis, recorda o «iberismo» do Primeiro-Ministro português quando definiu os objectivos da política externa nacional e afirma que o «caso Olivença» é um exemplo da «cobardia e prostração» a que Portugal chegou.
(edição 1674 de 27 de Janeiro, 2009)
(edição 1674 de 27 de Janeiro, 2009)
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Miguel Frasquilho, economista:
O DIABO: O Governo reviu, na semana passada, os números para 2009: défice deverá atingir 3,9 por cento, o desemprego pode chegar aos 8,5 por cento, a dívida pública situa-se nos 67,9 por cento e a economia deverá contrair-se 0,8 por cento. Como comenta estes dados?Isto vem muito atrasado. É uma revisão que devia ter acontecido há muito tempo, na altura em que o OE foi apresentado.
E porque não foi? Na altura o Governo não sabia a dimensão da crise?
Sabia. E deixe-me dizer que o Primeiro-Ministro na entrevista que deu recentemente à «SIC», faltou à verdade perante todos os portugueses em relação ao OE. Disse que o Orçamento tinha sido entregue em Setembro, e foi em Outubro (dia 15), e que nessa altura, ninguém podia prever a crise. O que não é verdade. Acho que o Governo fez muito mal em ter mantido um cenário irrealista, como agora se vê por estes números.
(...)
Manuela Ferreira Leite está a corresponder às expectativas?
Acho que estamos a atravessar ainda uma fase de consolidação da liderança. As propostas vão aparecer e acredito que demonstrarão um caminho alternativo ao do PS — e isso será perceptível na sociedade como um todo.
(edição 1673 de 20 de Janeiro, 2009, entrevista da jornalista Ana Clara)
Santana Castilho, antigo subsecretário de Estado dos Assuntos Pedagógicos em entrevista:
Excerto das suas declarações à jornalista Isabel Guerreiro:O DIABO: Como avalia o mandato da ministra Maria de Lurdes Rodrigues e que nota lhe dá?
É um mandato marcado pelo ódio aos professores e pelo servilismo ao cifrão.
Destaca-se de alguma forma dos seus antecessores?
Destaca-se dos anteriores ministros como a pior, pela impreparação técnica, pela imprudência política e pelo deserto desumano a que reduz tudo em que toca. A tradicional escala académica de 0 a 20 é inaplicável ao desempenho da senhora. A quem tanto destruiu, só uma nota abaixo de zero se ajustaria.
No seu entender, o Primeiro-Ministro deveria ter substituído a ministra?
Naturalmente que sim, há muito. Mas compreendo que o não tenha feito, porque as desastrosas políticas educacionais têm um mandante. E esse chama-se José Sócrates.
«(...)sem que tenha sido dada pública nota de perplexidade por parte do Presidente da República, como recentemente entendeu fazer no que toca ao estatuto dos Açores, segundo diploma legal (lei 23/2006 que regula o Regime Jurídico do Associativismo Jovem), um grupo de jovens de seis anos de idade pode constituir-se em associação de estudantes. Se o fizer, tem direito a apoio financeiro, técnico, formativo e logístico por parte do Estado».
(edição 1673 de 20 de janeiro, 2008)
Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
Como combater a corrupção no futebol português?

«O futebol em Portugal tem que ser investigado».
Quem o diz é o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro.
Tendo em conta que, nos últimos anos, a corrupção tem manchado a imagem de muitos clubes e dirigentes, O DIABO foi saber quais as dificuldades que se colocam à Justiça na investigação ao mundo do futebol.
Haverá solução para este problema?
Um Tribunal de Desporto, como muitos defendem, pode ajudar a acelerar a Justiça desportiva?
A este propósito, a jornalista Ana Clara elabora um trabalho baseado em declarações de Rui Moreira, comentador desportivo, Octávio Machado, ex-treinador de futebol, Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) e Eurico Reis, juiz-desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa.
(edição 1673 de 20 de janeiro, 2008)
Quem o diz é o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro.
Tendo em conta que, nos últimos anos, a corrupção tem manchado a imagem de muitos clubes e dirigentes, O DIABO foi saber quais as dificuldades que se colocam à Justiça na investigação ao mundo do futebol.
Haverá solução para este problema?
Um Tribunal de Desporto, como muitos defendem, pode ajudar a acelerar a Justiça desportiva?
A este propósito, a jornalista Ana Clara elabora um trabalho baseado em declarações de Rui Moreira, comentador desportivo, Octávio Machado, ex-treinador de futebol, Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) e Eurico Reis, juiz-desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa.
(edição 1673 de 20 de janeiro, 2008)
Deus existe?

«Deus provavelmente não existe, de modo que deixe de se preocupar e goze a vida». Este é o slogan que circula nos autocarros londrinos e que divide católicos e ateus.
A iniciativa, da British Humanist Association (BHA) e do seu presidente, o professor Richard Dawkins — teórico da evolução, catedrático na Universidade de Oxford e autor de vários livros de divulgação científica, como «A Desilusão de Deus» — já arrecadou 150 mil euros que pagam a publicidade em 800 autocarros.
A polémica campanha já foi copiada em Espanha e pode, em breve, chegar também a Portugal.
No país vizinho, a Igreja Evangélica espanhola lançou o contra-ataque e faz já circular um autocarro em defesa do cristianismo com a mensagem «Deus, sim, existe. Desfruta a vida em Cristo».
Enquanto alguns sectores da Igreja reagiram prudentemente, ao dizer que a campanha tem o dom de pôr as pessoas a falar de Deus, outros criticaram-na ferozmente.
Estaremos perante o regresso do ateísmo militante? A que se deve esta investida e o fulgor de recusa do divino?
Um trabalho da jornalista Isabel Guerreiro que conta com a opinião dos teólogos Anselmo Borges e António Justo.
(edição 1673 de 20 de janeiro, 2008)
A iniciativa, da British Humanist Association (BHA) e do seu presidente, o professor Richard Dawkins — teórico da evolução, catedrático na Universidade de Oxford e autor de vários livros de divulgação científica, como «A Desilusão de Deus» — já arrecadou 150 mil euros que pagam a publicidade em 800 autocarros.
A polémica campanha já foi copiada em Espanha e pode, em breve, chegar também a Portugal.
No país vizinho, a Igreja Evangélica espanhola lançou o contra-ataque e faz já circular um autocarro em defesa do cristianismo com a mensagem «Deus, sim, existe. Desfruta a vida em Cristo».
Enquanto alguns sectores da Igreja reagiram prudentemente, ao dizer que a campanha tem o dom de pôr as pessoas a falar de Deus, outros criticaram-na ferozmente.
Estaremos perante o regresso do ateísmo militante? A que se deve esta investida e o fulgor de recusa do divino?
Um trabalho da jornalista Isabel Guerreiro que conta com a opinião dos teólogos Anselmo Borges e António Justo.
(edição 1673 de 20 de janeiro, 2008)
Cavaco Silva: Três anos de Presidência e o futuro
A 22 de Janeiro de 2006, Cavaco Silva via consumado um velho sonho que faltava no seu currículo político. O homem que sempre disse não ser «um político profissional» impôs, nos dois primeiros anos do seu mandato, alguns pilares que considerou essenciais para desempenhar o cargo: estabilidade política, «cooperação estratégica» com o Governo, empenho em ajudar o País a enfrentar desafios como o crescimento económico, a qualificação dos jovens e a credibilidade da Justiça. Mas, ao terceiro ano, de Belém sopram outros ventos. Em 2008 o País viu um Cavaco a adoptar posturas diferentes em relação a determinadas matérias. As relações entre o PR e Sócrates registaram, pois, uma mudança. A «cooperação estratégica», que Cavaco sempre pôs em evidência está hoje mais frágil, muito devido a dossiers polémicos como o Estatuto Político- Administrativo dos Açores e a Lei do Divórcio, entre outros.
A jornalista Ana Clara foi ouvir Marcelo Rebelo de Sousa, Veríssimo Serrão, Luís Delgado e Manuel Loff, que fazem para «O DIABO» um balanço do percurso do homem que a esquerda temia ver na cadeira de Belém.
(edição 1673 de 20 de janeiro, 2008)
A jornalista Ana Clara foi ouvir Marcelo Rebelo de Sousa, Veríssimo Serrão, Luís Delgado e Manuel Loff, que fazem para «O DIABO» um balanço do percurso do homem que a esquerda temia ver na cadeira de Belém.
(edição 1673 de 20 de janeiro, 2008)
Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Barra da Costa, ex-inspector-chefe da PJ e professor universitário
O criminologista fala sobre as grandes burlas da história e diz que depois da Lei de Política Criminal, que o Governo socialista «preparou», «a grande criminalidade tocou às elites, donas do crime económico, que é de facto aquele que mais cresce, mas onde ninguém é preso, pelo menos na classe política»
Isabel Guerreiro conduz um trabalho onde se revisitam duas grandes burlas portuguesas do século XX: a falsificação das notas de Alves dos Reis e o esquema de empréstimos montados pela D. Branca
(edição 1672 de 13 de Janeiro de 2009)

Isabel Guerreiro conduz um trabalho onde se revisitam duas grandes burlas portuguesas do século XX: a falsificação das notas de Alves dos Reis e o esquema de empréstimos montados pela D. Branca
(edição 1672 de 13 de Janeiro de 2009)

Covardia e falta de patriotismo de Lisboa mantêm Olivença fora da agenda política
Ainda e sempre a questão de Olivença a propósito da Cimeira Ibérica que se realiza na próxima semana em Zamora, «O DIABO» falou com dois especialistas conhecedores do diferendo sobre Olivença, que recordam a história de «sobrevivência» e «resistência» da cultura portuguesa em território oliventino, dois séculos depois da sua ocupação pelos espanhóis.A jornalista Isabel Guerreiro ouviu Carlos Consiglieiri, professor universitário e olissipógrafo que foi peremptório em afirmar que «a questão oliventina não constará na agenda, para que o assunto não saia desta política de obscurantismos e de cobardia», enquanto Ana Paula Fitas, antropóloga lamentou que, «se a Língua portuguesa não foi extinta em Olivença, isso se deve exclusivamente à responsabilidade dos seus falantes»
Já António Teixeira Marques, presidente do Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) avisou que «Não será o silêncio que dará solução ao litígio».
(edição 1672 de 13 de janeiro, 2008)

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Cândida Almeida, procuradora-geral adjunta e directora do DCIAP em entrevista:
«Os magistrados, com uma grande fatia de poder, deviam declarar os seus bens» «O MP mete no bolso do Estado biliões de euros por ano»
«O conceito de corrupção está ultrapassado. Era isso que o eng.º Cravinho queria alterar (porque assim) ia apanhar muita gente. E se calhar isso não convinha»
«O MP está desanimado e descrente»
Excerto da entrevista conduzida pelos jornalistas João Naia e Ana Clara:
O DIABO: Criou-se muito na opinião pública a ideia de que as alterações às leis penais surgiram para servir um caso concreto: o Casa Pia. Concorda com esta ideia?
Já ouvi essa ideia, até mesmo em seminários, pessoas importantes a dizer isso, que estas reformas têm o selo da «Casa Pia». Mas eu penso que não.
Porquê?
Porque eu já tinha visto projectos anteriores. Têm a ver é com uma ideia de pessoas que não estão nos tribunais.
Teóricos, portanto.
Sim. Eu sei que na própria Comissão estava lá um magistrado representando Y ou X. Mas vamos ver o que dizem as actas quando forem publicadas. E o que sei dos colegas que lá estavam é que não estariam de acordo, sobretudo o MP. Depois, as restantes pessoas querem realmente dar resposta à exigência do povo português, porque isto tem também um pouco de populismo e demagogia. Ou seja, querem responder à população e aos críticos que dizem que é preciso uma Justiça rápida. Mas a verdade é que isso não há em sítio nenhum. O único lugar em que isso se verifica é nos EUA. Porquê? Porque o MP pode negociar.
(mais na edição 1672 em papel de 13 de Janeiro de 2009)


Qual a real influência da Maçonaria na vida política portuguesa?

É conhecida pelo secretismo e mistério como actua e desenvolve a sua actividade. Sobre ela pairam mitos e lendas, muitas delas, até arrepiantes. Falamos, claro está, da Maçonaria. Da Justiça à Saúde, passando pela Educação e pela Saúde, são vários os sectores da sociedade portuguesa que têm elementos no seu topo ligados à Maçonaria.
A cumplicidade entre maçons e políticos é também outra das grandes questões que sempre se levanta. Por exemplo, os Governos de Guterres contaram com muitos maçons do Grande Oriente Lusitano, como os ministros João Cravinho e Jorge Coelho. O actual, liderado por José Sócrates, também, como Rui Pereira e António Costa, actualmente presidente da Câmara de Lisboa.
Ex-Presidentes da República, ministros, deputados, directores dos Serviços Secretos e de Informação, autarcas e diplomatas são apenas alguns dos exemplos que integram as Lojas nacionais. «O DIABO» ouviu a propósito os professores Marques Bessa, Borges de Pinho e Adelino Maltez.
Um trabalho da jornalista Ana Clara


A cumplicidade entre maçons e políticos é também outra das grandes questões que sempre se levanta. Por exemplo, os Governos de Guterres contaram com muitos maçons do Grande Oriente Lusitano, como os ministros João Cravinho e Jorge Coelho. O actual, liderado por José Sócrates, também, como Rui Pereira e António Costa, actualmente presidente da Câmara de Lisboa.
Ex-Presidentes da República, ministros, deputados, directores dos Serviços Secretos e de Informação, autarcas e diplomatas são apenas alguns dos exemplos que integram as Lojas nacionais. «O DIABO» ouviu a propósito os professores Marques Bessa, Borges de Pinho e Adelino Maltez.
Um trabalho da jornalista Ana Clara


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